top of page

Coluna MH Educação, por Miriam Stampini: TDAH… Será?

  • Foto do escritor: Jornal Mauá Hoje
    Jornal Mauá Hoje
  • 19 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução/ BVF
Foto: Reprodução/ BVF

Na última edição falamos sobre os impactos do excesso de telas. Hoje seguimos nesse tema, mas com foco em um ponto específico: A ATENÇÃO. Nunca foi tão difícil se concentrar em uma única tarefa. Isso acontece porque temos condicionado nosso cérebro a viver em meio a um fluxo constante de estímulos rápidos, sons, cores e notificações que não param.


E a pergunta que mais temos feito ultimamente é: será que esse aluno tem TDAH ou isso é apenas consequência do uso excessivo das telas?


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, que afeta a forma como a pessoa mantém o foco, controla sua energia e lida com a impulsividade. Crianças com TDAH costumam apresentar dificuldade em prestar atenção por longos períodos, agitação constante e agir sem pensar. É importante destacar que o TDAH é um Transtorno real e não “falta de disciplina” ou “manha” da criança.


Reprodução : Believ
Reprodução : Believ

Para entender por que as características se assemelham, é preciso entender que nosso cérebro tem um sistema dopaminérgico, ou seja, que libera dopamina — neurotransmissor ligado à sensação de prazer, motivação e recompensa. Quando a criança joga no celular, recebe uma mensagem ou ganha pontos em um game, esse sistema é ativado rapidamente, como uma “recompensa instantânea”. O problema é que isso pode “mimar” o cérebro, que passa a querer apenas estímulos rápidos, tornando muito mais difícil encarar tarefas que exigem paciência, como ler um livro ou fazer a lição de casa.


Outro ponto que vale lembrar é que ninguém faz várias coisas ao mesmo tempo. O que chamamos de “multitarefa” é, na verdade, nosso cérebro alternando a atenção de uma tarefa para outra. As telas estimulam justamente essa troca acelerada, prejudicando a concentração prolongada.


A grande questão é: estamos diante de um transtorno ou de um hábito que tem moldado o cérebro? Essa resposta só pode vir de uma avaliação profissional. Mas, independentemente do diagnóstico, uma coisa é certa: diminuir o tempo de telas, propor atividades que exijam foco e estimular rotinas equilibradas traz benefícios para todas as crianças, com ou sem TDAH.



Miriam Stampini tem 34 anos, é formada em Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia com base na Análise do Comportamento.

Há 14 anos atua na área da Educação.

⁠É Orientadora Pedagógica no Colégio Renil.




Comentários


bottom of page