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Novembro e a urgência do letramento racial

  • Foto do escritor: Jornal Mauá Hoje
    Jornal Mauá Hoje
  • 3 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Por : Lóis Gonçalves, ativista do Movimento Negro


Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves     Foto: Reprodução
Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves Foto: Reprodução

Com o início de novembro e a proximidade do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o debate sobre o legado de Zumbi dos Palmares e a luta da população negra ganha destaque.

No entanto, o tema da vez para as Coordenadorias e Conselhos das sete cidades do ABC Paulista não pode ser apenas a celebração: é a urgência do Letramento Racial como ferramenta essencial e contínua de combate ao racismo estrutural.


Letramento Racial: A Ação Diária Contra o Racismo


A data de 20 de novembro não deve ser reduzida a uma mera

comemoração folclórica ou a um calendário de eventos isolados. Para que a luta antirracista seja efetiva e, mais importante, contínua, é fundamental que as atividades do mês estejam focadas no Letramento Racial — um processo de reeducação que ensina a "ler o mundo" de maneira crítica.

O Letramento Racial é crucial em um país onde o mito da democracia racial

obscureceu a realidade por décadas. Ele auxilia a todos — negros e não negros — a compreender que o racismo não é um ato isolado de preconceito, mas sim um sistema estrutural que hierarquiza, exclui e legitima privilégios para a branquitude e desvantagens para a população negra.


Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves     Foto: Reprodução
Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves Foto: Reprodução

O Papel dos Conselhos e a Fiscalização da Lei 10.639/03


É imperativo que os Conselhos pertinentes das cidades do ABC reforcem seu papel institucional, que inclui não apenas sugerir, mas também fiscalizar o cumprimento das atividades pelas Prefeituras. A atenção deve ser redobrada no que tange à Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas.


As atividades programadas, seja no setor público ou privado, precisam visar a construção de conhecimento e a mudança de comportamento, priorizando medidas de reparação, como a ampliação e ratificação da Lei de Cotas, evidenciando-as como ações de justiça social.


Arte e Cultura como Ferramentas de Educação e Empreendedorismo Negro

Visando a disseminação dessa cultura e história, o Projeto Ilê-Ajê Afrocultural promove uma apresentação certificada com foco no Letramento Racial e na valorização da matriz africana. O projeto, sediado em Santo André, atua como um recurso prático para levar o conhecimento para além das datas comemorativas.


Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves     Foto: Reprodução
Obra do artista gráfico Lóis Gonçalves Foto: Reprodução

O Projeto Ilê-Ajê Afrocultural é filiado a Coordenadoria de Igualdade Racial do Consórcio Intermunicipal do ABC, eles ​oferecem o treinamento certificado de letramento racial, é também um hub cultural completo, contando com uma galeria de arte e uma loja com artigos e acessórios afro.


O projeto é administrado por importantes figuras do movimento negro: a estilista Cris Vieira, o artista gráfico Lóis Gonçalves e o escritor e nigeriano Adeyinka Olayia, que atua como Embaixador do Ilê no Brasil e representante da rainha da Nigéria nas Américas.


Projeto Ilê-Ajê Afrocultural: 011 - 97256.2891




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